Driver 2: Back on the Streets – A história completa do clássico de PlayStation que levou as perseguições policiais a outro nível
Em uma época em que os jogos de mundo aberto ainda estavam evoluindo, Driver 2 apresentou uma experiência ambiciosa, colocando os jogadores no controle de um motorista infiltrado no submundo do crime. Seu objetivo não era simplesmente vencer corridas, mas cumprir missões perigosas, acompanhar criminosos, escapar da polícia e sobreviver a uma trama envolvendo organizações criminosas de diferentes partes do continente americano.
Mais do que um jogo de direção, Driver 2 construiu uma aventura cinematográfica inspirada nos filmes policiais e nas perseguições automobilísticas que fizeram sucesso no cinema.
A história de Driver 2: uma investigação perigosa pelo mundo do crime
O retorno de John Tanner
Em Driver 2, o protagonista é novamente John Tanner, um policial infiltrado que utiliza suas habilidades ao volante para trabalhar em operações contra criminosos. Dessa vez, ele conta com a ajuda de seu parceiro Tobias Jones.
A trama começa com uma investigação relacionada ao assassinato de um criminoso brasileiro. O caso acaba revelando uma situação muito maior: uma disputa envolvendo organizações criminosas, interesses internacionais e personagens perigosos.
Entre os nomes importantes da história estão Caine, Vasquez, Jericho e Lenny. Conforme a investigação avança, Tanner e Jones precisam lidar com alianças, traições, perseguições e situações cada vez mais complicadas.
O trabalho dos dois policiais os leva a diferentes cidades, onde precisam seguir suspeitos, encontrar pistas e descobrir o que está acontecendo nos bastidores dessa disputa.
O grande diferencial da narrativa é que ela não se limita a apresentar uma sequência de corridas. Cada missão representa uma parte da investigação, e as cenas cinematográficas ajudam a conectar os acontecimentos.
As quatro cidades de Driver 2
Uma das maiores atrações do jogo é a possibilidade de dirigir por quatro cidades diferentes. Cada localização apresenta ambientes, ruas e características próprias.
1. Chicago – O começo da investigação
Chicago é o ponto de partida da aventura. É nessa cidade que Tanner e Jones começam a investigar os acontecimentos que dão origem à trama.
As primeiras missões apresentam o funcionamento do jogo e colocam o jogador em situações que exigem atenção, velocidade e habilidade para dirigir.
Entre os primeiros desafios estão:
- Surveillance Tip Off: uma missão relacionada a uma informação recebida durante a investigação.
- Chase the Witness: perseguir uma testemunha.
- Train Pursuit: uma perseguição envolvendo um trem.
- Tailing the Drop: acompanhar uma movimentação suspeita.
- Escape to the Safe House: escapar e chegar a um esconderijo seguro.
- Chase the Intruder: perseguir um invasor.
- Caine’s Compound: uma missão envolvendo o complexo de Caine.
- Leaving Chicago: deixar a cidade e continuar a investigação.
Chicago apresenta ruas movimentadas, cruzamentos, avenidas e diferentes caminhos que podem ser utilizados para escapar de perseguidores.
O jogador aprende rapidamente que não basta acelerar o tempo inteiro. Em determinadas situações, é necessário controlar a velocidade, escolher caminhos alternativos e evitar colisões que podem comprometer a missão.
2. Havana – A investigação ganha outra dimensão
Depois dos acontecimentos em Chicago, Tanner continua sua investigação em Havana, capital de Cuba.
A cidade apresenta um ambiente diferente daquele encontrado na primeira localização. Suas ruas, construções e trajetos ajudam a dar personalidade própria à segunda parte da aventura.
Entre as missões dessa região estão:
- Follow Up the Lead: continuar seguindo uma pista.
- Hijack the Truck: interceptar e assumir o controle de um caminhão.
- Stop the Truck: parar o veículo.
- Find the Clue: encontrar uma pista importante.
- Escape to Ferry: escapar em direção à balsa.
- To the Docks: seguir até as docas.
- Back to Jones: retornar até Jones.
- Tail Jericho: seguir Jericho sem ser percebido.
- Pursue Jericho: perseguir Jericho.
- Escape the Brazilians: escapar dos brasileiros.
É nessa parte da aventura que o jogador percebe como a investigação está conectada a diferentes personagens e organizações criminosas.
As perseguições exigem bastante habilidade, principalmente quando é necessário acompanhar outro veículo sem chamar atenção.
Uma batida no momento errado pode comprometer o acompanhamento e fazer com que o jogador precise recomeçar a missão.
3. Las Vegas – Perseguições, explosões e operações perigosas
A terceira cidade da campanha é Las Vegas.
Conhecida mundialmente pelos cassinos e pelo entretenimento, a cidade oferece um cenário diferente para as operações de Tanner.
Aqui, as missões apresentam situações envolvendo roubos, veículos especiais, explosivos e atividades relacionadas aos criminosos investigados.
Entre os desafios estão:
- Casino Getaway: escapar de uma situação envolvendo um cassino.
- Beat the Train: vencer uma disputa contra o trem.
- Car Bomb: uma missão envolvendo um carro-bomba.
- Car Bomb Getaway: conduzir o veículo relacionado à operação e escapar.
- Bank Job: uma operação envolvendo um banco.
- Steal the Ambulance: roubar uma ambulância.
- Stake Out: realizar uma vigilância.
- Steal the Keys: conseguir as chaves necessárias para avançar.
- C4 Deal: uma missão envolvendo explosivos C4.
- Destroy the Yard: destruir o depósito de Vasquez utilizando explosivos.
A missão Destroy the Yard é especialmente interessante porque exige que o jogador entre no local indicado, arme as cargas de C4 e consiga sair antes da explosão.
Las Vegas representa uma etapa importante da campanha, pois as operações ficam cada vez mais perigosas e a disputa entre os criminosos ganha maior destaque.
4. Rio de Janeiro – A etapa final da aventura
A última cidade da campanha é o Rio de Janeiro, uma localização especialmente interessante para os jogadores brasileiros.
A cidade aparece com referências a lugares conhecidos, incluindo regiões como Copacabana, Lagoa Rodrigo de Freitas e o Forte do Leme.
O Rio também recebe algumas das missões mais importantes da história.
Entre elas estão:
- Bus Crush: roubar um ônibus e utilizá-lo para destruir veículos dos homens de Vasquez.
- Steal the Cop Car: roubar um carro policial.
- Caine’s Cash: uma missão relacionada ao dinheiro de Caine.
- Save Jones: salvar Tobias Jones.
- Boat Jump: uma missão envolvendo um barco.
- Jones in Trouble: Jones está em perigo.
- Chase the Gunman: perseguir um homem armado.
- Lenny Escaping: perseguir Lenny durante sua fuga.
- Lenny Gets Caught: a missão final da campanha.
O Rio de Janeiro é fundamental para o encerramento da investigação. Os acontecimentos dessa parte colocam Tanner diante dos últimos desafios para resolver o caso.
A grande novidade: Tanner finalmente pode sair do carro!
Uma das mudanças mais importantes de Driver 2 em comparação com o primeiro jogo é a possibilidade de abandonar o veículo.
No título anterior, praticamente toda a experiência acontecia atrás do volante. Agora, Tanner pode sair do automóvel, caminhar pelas ruas e entrar em outros veículos.
Essa novidade mudou bastante a maneira de jogar.
Imagine estar no meio de uma perseguição, sofrer muitos danos no carro e perceber que não conseguirá continuar dirigindo aquele veículo. Em Driver 2, existe a possibilidade de abandoná-lo e roubar outro automóvel para continuar a fuga.
Também existem missões nas quais o jogador precisa caminhar para alcançar determinados lugares ou interagir com elementos do cenário.
É importante destacar que essa liberdade não transforma o jogo em uma aventura de ação a pé como outros títulos. A direção continua sendo o principal elemento da experiência.
As ações de combate e violência, por exemplo, são apresentadas principalmente nas cenas cinematográficas, e não como um sistema de combate livre durante a exploração.
Um jogo de perseguições que exige habilidade
Driver 2 não é exatamente um jogo fácil.
Quem jogou o título original provavelmente já conhece a importância de dominar a direção dos veículos. No segundo jogo, essa característica continua presente.
Os automóveis possuem comportamentos diferentes, e o jogador precisa aprender a controlar aceleração, frenagem e curvas.
Durante as perseguições, é necessário prestar atenção ao trânsito, aos obstáculos e aos veículos policiais.
As colisões provocam danos, e um automóvel muito danificado pode se tornar um problema durante uma missão.
O jogo também possui indicadores que ajudam a acompanhar a situação do veículo e a atenção policial.
Entre os elementos apresentados na interface estão:
- Damage: indica os danos sofridos pelo veículo.
- Felony: representa o nível de infração e atenção policial.
- Proximity: auxilia no acompanhamento da proximidade de outros veículos durante determinadas situações.
- Radar: ajuda o jogador a identificar caminhos e objetivos.
Esses elementos são importantes porque muitas missões exigem mais do que simplesmente chegar ao destino. Em algumas situações, o jogador precisa evitar ser percebido; em outras, precisa destruir ou parar um veículo perseguidor.
Os modos de jogo de Driver 2
Outro motivo pelo qual Driver 2 conquistou tantos fãs foi a variedade de atividades disponíveis.
O jogo não termina sua diversão quando o jogador deixa de cumprir as missões principais.
Undercover
Esse é o modo principal da aventura.
Nele, o jogador acompanha a história de Tanner e realiza as 37 missões distribuídas pelas quatro cidades.
Também é possível rever missões concluídas e assistir novamente às cenas cinematográficas desbloqueadas.
Take a Ride
Esse modo permite explorar livremente as cidades disponíveis.
O jogador pode escolher um veículo e dirigir sem precisar cumprir objetivos com limite de tempo.
É uma das opções mais interessantes para quem gosta de explorar os cenários, conhecer as ruas e procurar veículos escondidos.
Também é possível escolher entre diferentes condições de horário, como dia e noite.
Driving Games
Esse modo reúne desafios individuais de direção.
Entre as atividades disponíveis estão:
- Quick Chase: perseguir e destruir um veículo controlado pelo computador.
- Quick Getaway: escapar de um veículo policial.
- Gate Racing: passar pelos espaços indicados entre cones.
- Trailblazer: derrubar cones durante o percurso.
- Checkpoint: alcançar os pontos indicados pelo jogo.
- Survival: sobreviver pelo maior tempo possível enquanto veículos policiais tentam destruir seu automóvel.
Esses desafios oferecem uma maneira diferente de aproveitar as cidades e testar as habilidades de direção.
Multiplayer
Driver 2 também oferece partidas para dois jogadores com tela dividida.
São quatro modalidades:
- Take a Ride: explorar a cidade com outro jogador.
- Cops ‘N’ Robbers: um jogador assume o papel de policial e o outro tenta escapar.
- Checkpoint: disputar quem consegue alcançar primeiro os pontos indicados.
- Capture the Flag: competir para capturar a bandeira e levá-la de volta à própria base.
Para quem tinha um amigo disponível e dois controles, esse modo podia render muitas horas de diversão.
Os veículos e a exploração das cidades
A variedade de veículos é outro ponto interessante.
Durante a aventura, o jogador encontra diferentes automóveis circulando pelas ruas, além de veículos especiais necessários para determinadas missões.
Uma característica importante é a possibilidade de assumir o controle de outros carros durante a exploração.
Isso significa que o jogador não precisa permanecer com o mesmo veículo durante toda a experiência.
Também existem veículos secretos espalhados pelas cidades, incentivando a exploração e a descoberta de locais menos óbvios.
Outro detalhe interessante é o comportamento dos veículos durante as colisões. As batidas podem provocar danos visíveis, e até as calotas podem se soltar dos automóveis.
Esses pequenos detalhes ajudavam a dar personalidade à experiência.
O famoso sistema de replay: transforme suas perseguições em filmes!
Uma característica muito interessante de Driver 2 é seu sistema de reprodução das partidas.
O jogador pode acessar o Film Directory e assistir novamente às gravações das missões.
O sistema permite utilizar diferentes câmeras, avançar ou retroceder a reprodução e adicionar novos ângulos.
Existe também uma opção chamada Auto Director, na qual o próprio jogo organiza a apresentação da gravação.
Para quem gostava de criar cenas cinematográficas com perseguições, colisões e fugas espetaculares, esse recurso era bastante divertido.
Também era possível salvar gravações no Memory Card, respeitando o espaço necessário.
Esse recurso combinava perfeitamente com a proposta cinematográfica do jogo.
Os gráficos e a ambientação no PlayStation
Considerando que Driver 2 foi lançado em 2000, é importante entender o contexto tecnológico daquela geração.
O primeiro PlayStation tinha limitações de processamento e memória, mas a Reflections Interactive conseguiu construir quatro cidades exploráveis e uma experiência de direção relativamente ampla.
Uma melhoria importante em relação ao primeiro Driver foi a presença de ruas com curvas mais naturais.
No jogo anterior, muitas ruas possuíam uma organização mais rígida, com trajetos predominantemente retos e cruzamentos em ângulos de 90 graus.
Em Driver 2, os ambientes ganharam maior variedade de formas e caminhos.
As cidades também apresentam características próprias, evitando que a experiência pareça simplesmente uma repetição do mesmo cenário.
Naturalmente, os gráficos podem parecer simples quando comparados aos jogos atuais. Porém, para quem viveu a época do PlayStation original, a experiência possui um valor nostálgico muito especial.
A trilha sonora e o clima de filme policial
Driver 2 também investe bastante em sua apresentação cinematográfica.
As cenas em vídeo, conhecidas como FMVs, ajudam a desenvolver a história e apresentar os acontecimentos entre as missões.
O estilo lembra filmes policiais e produções de perseguição automobilística.
O jogo utiliza música e efeitos sonoros para acompanhar a ação, incluindo sons de motores, colisões, sirenes e outros elementos urbanos.
A combinação entre direção, perseguições e cenas cinematográficas ajuda a construir a identidade da série.
Por que Driver 2 foi lançado em dois CDs?
Uma curiosidade interessante é que a versão original de PlayStation foi distribuída em dois discos.
A quantidade de conteúdo, as cidades e principalmente as cenas cinematográficas contribuíram para essa necessidade.
O primeiro disco reúne a parte da campanha relacionada a Chicago e Havana, enquanto o segundo contém as etapas de Las Vegas e Rio de Janeiro.
Para muitos jogadores da época, trocar de CD fazia parte da experiência de avançar na aventura.
Era um daqueles detalhes que ajudavam a transmitir a sensação de estar jogando uma produção bastante ambiciosa.
Driver 2 também chegou ao Game Boy Advance
Embora seja mais lembrado pela versão de PlayStation, Driver 2 também recebeu uma adaptação para Game Boy Advance em 2002.
O jogo foi desenvolvido pela Sennari Interactive e recebeu o nome de Driver 2 Advance.
Essa versão precisou passar por várias adaptações devido às limitações técnicas do portátil.
Diferentemente da versão de PlayStation, ela apresenta somente Chicago e Rio de Janeiro, além de uma campanha modificada e uma apresentação visual bastante diferente.
Também possui recursos próprios, incluindo partidas multiplayer com suporte para até quatro jogadores por meio da conexão entre aparelhos.
Portanto, é importante não confundir as duas versões: Driver 2 de PlayStation e Driver 2 Advance possuem diferenças consideráveis em conteúdo e apresentação.
O legado de Driver 2 e sua importância para os jogos de direção
Driver 2 chegou em um momento interessante da história dos videogames.
O gênero de direção estava experimentando novas possibilidades, e os desenvolvedores procuravam oferecer ambientes maiores e experiências mais variadas.
O jogo expandiu a fórmula apresentada no primeiro Driver, trazendo quatro cidades, missões conectadas por uma história, exploração a pé, veículos diferentes e multiplayer.
Sua proposta era bastante específica: oferecer a sensação de participar de um filme policial, no qual o protagonista precisava dirigir em situações perigosas para cumprir suas operações.
Mesmo com suas limitações técnicas e dificuldades, o título deixou uma marca importante entre os jogadores que acompanharam a geração do PlayStation.
A série continuaria com Driver 3, lançado em 2004, dando sequência à franquia.
Vale a pena conhecer ou revisitar Driver 2 atualmente?
Para quem gosta de jogos clássicos, Driver 2 continua sendo uma experiência interessante.
É verdade que os controles, os gráficos e algumas limitações técnicas podem exigir adaptação de quem está acostumado aos jogos modernos.
Por outro lado, a quantidade de atividades, a variedade de cidades e o estilo cinematográfico ainda oferecem motivos para conhecer o título.
O modo Take a Ride é especialmente interessante para quem deseja simplesmente passear pelas cidades sem a pressão das missões.
Já a campanha principal oferece uma aventura com perseguições, investigações e situações que exigem bastante habilidade.
E existe algo que nenhum avanço tecnológico consegue reproduzir exatamente: a sensação de voltar a jogar um título que marcou uma época.
Conclusão: um clássico que merece ser lembrado
Driver 2 foi uma continuação ambiciosa que ampliou praticamente todos os aspectos da experiência original.
A possibilidade de sair do veículo, explorar quatro cidades, assumir o controle de outros automóveis e participar de partidas multiplayer tornou o jogo muito mais diversificado.
A campanha de Tanner e Jones, dividida entre Chicago, Havana, Las Vegas e Rio de Janeiro, oferece uma aventura repleta de perseguições e operações contra organizações criminosas.
Seu sistema de replay, os veículos secretos, os desafios de direção e as partidas com tela dividida também ajudam a explicar por que o jogo conseguiu conquistar tantos fãs.
Para quem cresceu com o PlayStation 1, Driver 2 é uma verdadeira viagem ao passado.
E você, lembra de jogar Driver 2 no PlayStation? Qual das quatro cidades era sua favorita? Você conseguiu terminar todas as 37 missões ou ficava passeando livremente pelas ruas?
Deixe seu comentário e compartilhe suas lembranças desse clássico!
Informações do jogo
- Nome: Driver 2: Back on the Streets
- Nome utilizado na América do Norte: Driver 2: The Wheelman Is Back
- Desenvolvedora: Reflections Interactive
- Publicadora: Infogrames
- Lançamento original: 2000
- Plataforma original: PlayStation
- Gêneros: Direção e ação
- Modos: Um jogador e multiplayer para dois jogadores
- Cidades: Chicago, Havana, Las Vegas e Rio de Janeiro
- Missões principais: 37
- Continuação: Driver 3 (2004)
- Adaptação portátil: Driver 2 Advance (Game Boy Advance, 2002)
